Qualquer coisa que me anda a matracar!
Aumentos de 500% nos cemitérios de Machico
| Morrer no concelho de Machico vai, dentro em breve, sair bem mais caro, assim que entrar em vigor o novo Regulamento dos Cemitérios Municipais. Os aumentos previstos e já aprovados chegam aos 500%.
A proposta de alteração ao regulamento, que esteve um mês em discussão pública – sem que surgisse qualquer crítica ou sugestão – já foi aprovado pela vereação da Câmara e, consequentemente, ratificado pela Assembleia Municipal, em ambos os casos com os votos favoráveis da maioria. Aguarda-se por isso agora a sua publicação em Diário da República, requisito legal para 15 dias depois entrar em vigor. O novo regulamento produzirá, consequentemente, os novos preços a cobrar a todos os defuntos que sejam ‘enterrados’ nos cemitérios do concelho de Machico. PSD fala do “direito mortuário” O município de Machico justifica o novo regulamento como forma de “dar execução à legislação em vigor sobre o direito mortuário”, considerando ter sido “determinante” o facto de terem construído um novo cemitério municipal (Água de Pena), que motivou “estabelecer um conjunto de normas essenciais à sua utilização”, uma vez que o actual regulamento, aprovado em 2005, “é omisso quanto a alguns aspectos que importa regulamentar”, nomeadamente a concessão de ossários e cendrários e a utilização do crematório. PS acusa “vendilhões da morte” Contudo esta proposta de alteração não foi pacífica. Conforme o DIÁRIO deu oportunamente conta, o conteúdo da mesma gerou divisão partidária entre os dois partidos – PSD e PS – com assento nos órgãos autárquicos municipais. O PS na vereação contestou o teor da mesma, apresentando mesmo uma proposta de recomendação sugerindo diversas alterações ao seu conteúdo, que foi ‘chumbada’, enquanto que na Assembleia, a oposição acusou a maioria de agir como “vendilhões da morte”. O PSD por seu turno criticou o facto do PS não ter proposto nenhuma alteração durante os 30 dias de discussão pública para “em cima da hora, vir com uma proposta” contestou Emanuel Gomes, que garante que o novo regulamento aprovado “está em conformidade com a lei e dá resposta às situações”. Quanto aos aumentos, os social-democratas desvalorizaram na Assembleia o impacto dos mesmos, que garantem, “não representam mais de 3% do custo total de um funeral”. Aumentos desde 70% Quanto ao novo regulamento, e comparativamente ao ainda em vigor, no que se refere às taxas, o agravamento mais notado verifica-se nas ‘sepulturas perpétuas’ em covais que, dos actuais 60 euros, vão passar a custar 500 euros (quase 500% de aumento). Já nas taxas das sepulturas temporárias, a subida ascende aos 100%: de 48 para 100 euros. Outros dos aumentos mais significativos prendem-se com a concessão de terrenos. Se for para jazigos, o custo por metro quadrado ou fracção sobe dos 636 para 2.000 euros (cerca de 315%). Se for para sepultura perpétua, dos actuais 2.424 euros, o munícipe passa a pagar 3.500 euros. As exumações também agravam quase 70%, passando de 60 para 100 euros. Apesar destes aumentos, o novo regulamento mantém também muitas taxas com os preços inalterados, enquanto cria novas taxas para os actos que não estavam regulados. No meio de toda esta escalada de taxas, regista-se apenas uma diminuição: a dos encargos com a utilização da capela mortuária: dos 3 euros por dia ou fracção, prestar velório ao defunto passa a ser um serviço gratuito. |
| Orlando Drumond
IN: www.dnoticias.pt |
| Print article | This entry was posted by Jorge da Costa on April 21, 2008 at 3:06 pm, and is filed under Impressa. Follow any responses to this post through RSS 2.0. You can leave a response or trackback from your own site. |
about 2 years ago
Bom dia Sr. Jorge Costa, não sei se tem conhecimento do descalabro que está a acontecer no cemitério do Caniçal, em que constantemente as pessoas são confrontadas com a existência de ossadas por todo o lado, basta dar uma volta ao cemitério que não é difícil encontrar um osso ou dentes, um cenário macabro. Ainda há pouco tempo mais precisamente no dia 29 de Abril durante o enterro do meu avô, fomos confrontados com a existência de ossadas pertencentes a um esqueleto completo, que por coincidência era de uma irmã dele. Imagine o sufoco e aflição ao presenciarmos este cenário, ainda hoje tenho pesadelos relacionados com o cemitério, por um lado estavamos a enterrar o nosso querido avô, pai e esposo e a dor ja era enorme, por outro tivemos que confrontarmos com os ossos completamente inteiros da nossa tia e ainda pedaços do caixão e roupas. O que eles andam a fazer por lá acho que é muito indecente e alguém tem que intervir a este nível. Uma vez que fala num artigo acerca dos cemitérios tomei a liberdade de fazer este desabafo, ficando com a esperança de que as pessoas comecem a saber o que se passa e que apareça alguém com autoridade para por um termo a este tipo de situações. Com os melhores cumprimentos Manuela Martins